Índice de Gravidade (IG) – índice arbitrado que estima a gravidade do resultado de um acidente em relação ao estado de saúde “mais grave” de uma pessoa envolvida nesse acidente. Não é considerada a quantidade de vítimas. O índice possui 3 categorias:

Pictograma sem vítimas: 1.

Sem vítimas

1

Pictograma com vítimas não fatais: 5.

Com vítimas, não fatais

5

Pictograma com vítimas fatais: 25.

Com vítimas, fatais

25

Forma de cálculo do Índice de Gravidade

Registro do acidente
Quantidade de pessoas envolvidas
Mortas Feridas Ilesas
Índice de Gravidade
1
0 0 4
1
2
0 2 1
5
3
1 2 18
25

Dados meramente exemplificativos.

Índice Médio de Gravidade (IMG) – Índice que permite comparar grupos diferentes de acidentes tendo como parâmetros o Índice de Gravidade (IG) e a quantidade de acidentes conforme a causa atribuída ao comportamento do condutor. Indica, portanto, as causas de acidentes mais letais.

IMG = ∑ IG ÷ quantidade de acidentes

Em 2015 foi disponibilizado o e-DAT (declaração de acidente de trânsito) da PRF para o registro de acidentes sem vítimas. O registro de acidentes, sem vítimas, realizado através do e-DAT resulta em uma queda expressiva no número de acidentes que constam na base da PRF. Para possibilitar uma comparabilidade entre anos com relação à gravidade dos acidentes, o Índice Médio de Gravidade (IMG) é calculado apenas entre acidentes com vítimas que não sofreu alteração no registro junto à PRF como decorrência do e-DAT, ou seja, acidentes com índice de gravidade 5 ou 25.

Quantidade de acidentes conforme grupo de causa

Ultrapassagem
indevida
Desobediência à
sinalização
Ônibus e Caminhões 2.211 2.547
Demais veículos 4.132 7.786

Índice Médio de Gravidade (IMG) conforme o grupo de causa

Ultrapassagem
indevida
Desobediência à
sinalização
Ônibus e Caminhões 5,5 3,7
Demais veículos 5,6 3,8

Interpretação – a maior letalidade dos acidentes está na ultrapassagem indevida em relação a desobediência à sinalização, em que pese a menor quantidade de acidentes daquele grupo. Obs.: para efeitos estatísticos, a PRF distingue ultrapassagem indevida de desrespeito à sinalização.

Soma Móvel – indica a quantidade de acidentes nos 5 km em torno do quilômetro indicado. Exemplo: se no km 150, indicado no gráfico, o número é 88, isso significa que, entre os quilômetros 147,5 e 152,5 da rodovia ocorreram 88 acidentes.

Vítima Fatal– a pessoa que morre no local do acidente.

Vítima Ferida – a pessoa que tem ferimento de natureza leve ou grave conforme a avaliação preliminar do socorrista ou policial.

Ileso – pessoa que não sofreu ferimento no local do acidente.

Ignorado – pessoa sem informação sobre o estado dela no local do acidente. (*) Confira abaixo esclarecimento adicional sobre os ignorados.

Caminhão – todo o veículo automotor acima de 3.500 kg de PBT (Peso Bruto Total).

Ônibus – veículo automotor de transporte coletivo com capacidade para mais de vinte passageiros.

Veículos Classe C – veículos de transporte comercial (ônibus e caminhões).

Veículos Classe A – todos os demais veículos, com exceção dos que são da classe C.

(*) ESCLARECIMENTO ADICIONAL SOBRE OS IGNORADOS

Importante salientar que a partir do segundo semestre de 2015, a PRF disponibilizou nacionalmente o e-DAT (declaração de acidente de trânsito), para efetuar, eletronicamente, o registro de acidentes sem vítimas pelas próprias pessoas envolvidas.

Os registros de acidentes feitos por meio do e-DAT são armazenados em base separada. Em consequência, os registros a partir de 2015 na base utilizada para a construção deste Atlas sub enumeram os acidentes sem vítimas. Para evitar erros de interpretação, muitos resultados apresentados nesse Atlas foram calculados considerando-se exclusivamente os acidentes com vítima, mesmo para os anos anteriores ao e-DAT. Em todos os casos, o leitor do portal sempre será informado se determinado resultado se refere a todos os acidentes ou apenas aos acidentes com vítimas.

Em cada acidente, as pessoas diretamente envolvidas foram classificadas em 4 categorias, segundo o nível de gravidade dos ferimentos recebidos: ileso, ferido leve, ferido grave e morto. Em alguns casos, por diversos motivos, os registros falham em classificar algum dos envolvidos. Estes casos são registrados na categoria Ignorado.

Sobre a Questão da Gravidade dos Acidentes

O projeto do IPEA “Impactos sociais e econômicos dos acidentes de trânsito nas rodovias brasileiras” , que quantificou os custos acumulados totais dos acidentes rodoviários de trânsito, e que teve a coordenação técnica da TecnoMetrica, optou por um índice de gravidade de acidente com apenas três níveis, 1, 5 e 25:

1 Acidentes sem vítimas
5 Acidentes com pelo menos uma vítima, mas sem vítimas fatais
25 Acidentes com pelo menos uma vítima fatal

Dados meramente exemplificativos.

Pessoas envolvidas
BR Data Ilesos Feridos leves Feridos Graves Mortos Ignorados
60 21/04/1710000
101 25/01/17 09 0 0 0 3
158 07/08/17 0 0 1 0 0
470 30/04/17 0 11 0 0 0
364 14/11/17 0 1 4 1 0
251 19/06/17 0 18 6 10 0
Índice de Gravidade
BR Data iG (IPEA) (Atlas Acidentalidade)
60 21/04/171 1
101 25/01/17 1 12
158 07/08/17 5 25
470 30/04/17 5 110
364 14/11/1725 111
251 19/06/17 25 1.330

Nas edições anteriores do Atlas da Acidentalidade, a equipe técnica responsável julgou conveniente adotar a mesma definição do projeto do IPEA.

Para esta edição de 2018, resolvemos introduzir uma nova definição sobre a gravidade de um acidente, mais coerente com os propósitos específicos do Atlas. Essa definição está sendo utilizada inicialmente para identificação de trechos com melhoras e pioras a partir do índice de Periculosidade definido a seguir.

Agora, a gravidade de um acidente levará em conta não apenas a ocorrência de cada categoria de envolvido no acidente (ilesos, vítimas leves , vítimas graves, mortos e ignorados), mas também o número envolvidos em cada uma dessas categorias, segundo a expressão:

NIlesos + 10xNFeridos Leves + 25xNFeridos Graves + 100xNMortos + NIgnorados

Alguns exemplos de acidentes reais ocorridos em 2017:

O novo cálculo de gravidade é sensível à magnitude dos acidentes. Para comparabilidade com resultados apresentados em edições anteriores deste Atlas, apresentaremos nas informações disponibilizadas no Portal o Índice de Gravidade IPEA.

Índice de Periculosidade

O Índice de Periculosidade (iPer) mapeia o nível de periculosidade, continuamente ao longo de uma rodovia. Matematicamente ele é a soma móvel do iG de todos os acidentes que ocorreram no ano, dentro de uma janela de 10 km na rodovia, dividido por 10. O mapeamento longitudinal se dá quando fazemos a janela de 10 km se deslocar ao longo da rodovia. Desta forma as variações fortuitas de posição dos acidentes são filtradas, revelando uma curva central suave de variação do índice de periculosidade de uma rodovia ao longo de toda a sua extensão. A figura abaixo mostra a variação do índice de periculosidade correspondente ao ano de 2017, ao longo de um trecho de 50km da Rodovia Presidente Dutra (BR-116), do km 120 ao km170, no estado de S. Paulo, na passagem pela cidade de S. José dos Campos. A seta indica a entrada do CTA (Centro Técnico Aeroespacial).

O Índice de Periculosidade se revela uma forma eficaz de mapear as variações longitudinais dessa propriedade, ao longo de uma rodovia. Ele aponta com clareza os trechos críticos. Nessa edição do Atlas da Acidentalidade utilizaremos o iPer calculado sucessivamente de ano a ano, desde 2007 a 2017, não apenas para apontar os trechos críticos da rede de rodovias federais, mas também revelar as tendências de melhora ou de piora em cada um dos trechos críticos, ao longo desse período.

LEGENDAS

CLASSES

Classes - Classe C: ônibus e caminhões.

Classe C: Ônibus e caminhões

Classes - Classe A: demais veículos.

Classe A: Demais veículos

ABREVIAÇÕES
PRF: Polícia Rodoviária Federal
UF: Unidade da Federação
BR: Rodovias Federais
DDS: Dias da Semana
HDD: Horários do Dia
FDD: Fases do Dia